
Somos o
Eleja Mulheres
Um projeto que visa combater a desigualdade de gênero política incentivando o voto em lideranças femininas.
Conheça o manifesto
Nós, cidadãs e cidadãos comprometidos com uma democracia mais justa e representativa, assumimos hoje um compromisso que, diante da realidade brasileira, se tornou urgente.
As mulheres são 52% do eleitorado brasileiro. Mas há menos de um século sequer podiam votar. O direito de votar e ser votada foi conquistado em 1932. Mas, na época, o Código Civil tratava a mulher casada como juridicamente incapaz: para trabalhar, receber uma herança ou ajuizar uma ação, ela precisava da autorização expressa do marido. A igualdade formal só veio em 1965, com o Código Eleitoral — publicado em plena ditadura, quando o processo democrático estava suspenso.
O direito da mulher de votar e ser votada só começou a ser exercido muito recentemente. E os números mostram que ainda estamos longe de exercê-lo plenamente.
A dura verdade
33%
de mulheres candidatas, praticamente a cota mínima exigida por lei.
15%
mulheres eleitas para cargos políticos em todo o pais.
133ª
posição entre 192 países no ranking de igualdade de gênero política.
Hoje, as mulheres representam apenas 33% das candidatas, praticamente a cota mínima exigida por lei. Mas quando se olha para as eleitas, o percentual cai pela metade: apenas 15%. No Congresso Nacional, mulheres ocupam 18% das cadeiras. No Senado, menos de 20%. No STF, apenas uma das onze cadeiras é ocupada por uma ministra. Dos 27 estados do país, apenas dois são governados por mulheres. Entre partidos políticos, somente quatro relataram divisão paritária ou maioria feminina nos cargos de comando. A desigualdade se aprofunda ainda mais quando consideramos o recorte racial: mulheres negras ocupam cerca de 2% do parlamento brasileiro.
Sem mulheres no poder, pautas como creches, igualdade salarial, combate ao assédio e violência obstétrica têm menos chances de virar lei.
As políticas públicas são formuladas com viés masculino, afetando a qualidade da democracia e a igualdade de oportunidades. A ausência de referências femininas no poder perpetua a estrutura patriarcal e dificulta que novas mulheres ocupem espaços de liderança. O Brasil ocupa hoje a 133ª posição entre 192 países no ranking de igualdade de gênero política.
Os desafios são muitos. Como as mulheres realizam cerca de 85% do trabalho de cuidado, a possibilidade de se ausentar de casa para compromissos de campanha é muito menor que a dos homens. Além disso, apesar de serem apenas 33% do total, candidatas são vítimas de 90% da violência política. Os ataques são verbais (49,1%), psicológicos (45,2%), e massivos no ambiente digital — 74% das candidatas sofreram desinformação e 66% ataques de ódio nas redes sociais. Em 85% dos casos, o agressor é homem, e 60% ocupam cargos públicos. Candidatas ainda contam com menos apoio dos partidos, que frequentemente as inscrevem apenas para cumprir a cota, sem destinar recursos financeiros suficientes ou apoio político.
Sem leis que garantam uma cota mínima de mulheres eleitas no Congresso, e sem que os partidos assumam de fato o compromisso de apoiá-las, a mudança não virá das estruturas. Ela só virá das urnas.
Sabemos que nas eleições majoritárias (presidente, governadora, senadora e prefeita), nem sempre existe uma candidatura feminina viável. Mas nas eleições proporcionais (deputada federal, deputada estadual e vereadora), sempre haverá uma mulher na disputa. E é ali que cada voto se torna um ato político de transformação.
Você está pronto para assumir este compromisso com as mulheres e com a democracia? Então vamos lá! Você pode escolher o nível de compromisso que está pronto para assumir:
Nível 1
Compromisso: votar em pelo menos uma mulher nas eleições de 2026 e 2028.
Nível 2
Compromisso: votar em mulheres para todos os cargos de eleições proporcionais (deputada federal, deputada estadual e vereadora) em 2026 e 2028.
Nível 3
Compromisso: votar em mulheres para todos os cargos de eleições proporcionais e para todos os cargos majoritários em que houver uma opção feminina viável em 2026 e 2028.
